quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Primeiros Contatos com o Linux Debian Wheezy 7.4.0 Parte 7

Captura de telas (Screencast e screenshot)

Costumava usar no Windows XP o programa Camtasia para capturar telas de video aulas  de cursos que fazia online e os sites não disponibilizavam o conteúdo para download, também gravava pequenos tutoriais em video de minha própria autoria. Antes de migrar para o Gnu/Linux fiz a instalação do Windows 7 já que o XP não tem mais suporte e para meu azar no Windows 7 o Camtasia não tem o mesmo comportamento. na versão antiga do Windows eu capturava a tela com a compressão h.264 e o áudio no formato mp3lame e salvava automaticamente na extensão .avi, já nas versões a partir do Vista só se grava o áudio se salvar no formato .camrec, além disso, tem que esperar uns 15 minutos para o pc renderizar um vídeo de 40 minutos no formato .camrec e depois tive que baixar um outro programa para converter para .avi, ou seja, um trabalhão. 

Não fiquei satisfeito nem com as novas versões do Windows nem com o Camtasia, já que estou em processo de migração instalei em meus computadores de casa tanto o windows quanto o linux. O Windows 7 com Debian em um Desktop e o Windows 8 com Ubuntu em um Laptop. Foi então que a saga em busca de um programa de screencast começou. Um amigo citou 2 programas para eu testar no Linux, os programas foram RecordMyDesktop e Kazam. 

Meu problema com o RecordMyDesktop foi que o programa só grava no formato .ogg e de vez em quando dá umas congeladas na gravação após 10 minutos de gravação.

Com o Kazam eu tenho a opção de salvar em formato .avi e tranquilamente ele capturava a tela em fullscreen sem travar e também captava o áudio sem problema, porém quando eu precisava capturar video aulas prontas de sites não tem a necessidade de capturar a tela inteira, bastando selecionar somente a área de exibição do player, foi aí que o Kazam deixou a desejar. Quando selecionava a área de gravação e clicava na tecla enter para confirmar a área selecionada o programa fecha e aparece uma janela pedindo para reportar o problema para os desenvolvedores.

Foi então que pesquisando na central de programas do Ubuntu eu achei o programa VokoScreen 2.0 (serve para Ubuntu e Debian nativamente). Com ele eu resolvi todos os problemas anteriores e até o momento não tive outros. Já gravei vídeos no formato .avi sem precisar esperar renderizar, além disso ele tem a opção de salvar com a compressão x264 capturando 15 quadros por segundo e o áudio mp3lame deixando o arquivo com um tamanho satisfatório. Para se ter uma noção, um arquivo de 10 minutos fica com um tamanho de 70MB. 
#FicaaDica para quem estiver passando pela mesma dificuldade.
Abraços e até a próxima.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Primeiros Contatos com o Linux Debian Wheezy 7.4.0 Parte 6

Na maioria das vezes que baixo algo na internet para usar no Linux vem compactado. Sempre esqueço dos parâmetros a serem digitados para descompactação ou compactação.Segue abaixo os principais comandos para descompactação ou simplesmente extração de arquivos tarball.

zip:
descompactando:

unzip nomedoarquivo.zip
compactando:
zip nomedoarquivo.zip linux/* (compacta todo o conteúdo da pasta linux jogando para o arquivo .zip) ou zip nomedoarquivo.zip arquivo1 arquivo2

rar:
descompactando:

unrar x nomedoarquivo.rar 
compactando:
rar nome_do_arquivo.rar arquivo1 arquivo2 

tar:
descompactando:

tar -xvf nomedoarquivo.tar



Compactando:
tar -cvf arquivo.tar arquivo1 arquivo2


tar.gz ou tgz:
descompactando:
tar -xvzf nomedoarquivo.tar.gz  ou
tar -xvzf nomedoarquivo.tgz
compactando:
tar -cvzf arquivo.tar.gz arquivo1 arquivo2 ou tar -cvzf arquivo.tgz arquivo1 arquivo2


tar.bz2:
descompactando:
tar -xvjf nomedoarquivo.tar.bz2
compactando:
tar -cvjf nomedoarquivo.tar.bz2 arquivo1 arquivo2

tar.xz:
descompactando:
tar -xJf arquivo.tar.xz
compactando:
tar -cJf arquivo.tar.xz arquivo1 arquivo2


Para quem não conseguiu entender a dinâmica dos parâmetros do Tar segue a explicação:
Comando genérico:

tar -[parâmetros] arquivo.formato nome_arquivos_a_serem_armazenados

Onde os parâmetros:
  • c: usado para criar o arquivo;
  • x: usado para extrair o arquivo;
  • v: significa verbose, ou seja, mostra os ficheiros ou arquivos;
  • f: significa ficheiro ou arquivo;
  • j: usado para criar o arquivo tar com formato bz2;
  • x: usado para extrair os arquivos com o caminho completo ( usado no empacotador .rar apenas); 
  • z: usado para criar o arquivo tar com formato gz.

Alguns programas após extraídos trazem a surpresa de conter apenas o código fonte, para compilar e usar o programa precisamos utilizar alguns comandos. Primeiro de tudo entre no diretório dos arquivos extraídos e procure por algum arquivo help, leia-me, ajuda ou algum nome que possa conter as instruções de como configurar o programa. Caso exista siga as instruções normalmente, caso contrário procure por algum ficheiro com o nome configure, quando encontrar digite os comandos a seguir:
1) .configure
2) make
3) make install
 ps.: se encontrar o arquivo install, basta executá-l0
./install

Existem outros formatos de empacotadores de arquivos e parâmetros, por enquanto só tive contato com esses, caso eu encontre outros editarei e atualizarei esse post. Abraços. 

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Primeiros Contatos com o Linux Debian Wheezy 7.4.0 Parte 5

          Hoje me deparei com um probleminha que me veio a aprender uma dica muito interessante. Notei que nativamente não dá para usar a tecla delete para apagar arquivos no Nautilus. Para isso deve-se usar a combinação de teclas Ctrl + Delete. Preferi simplificar e busquei saber se dava para alterar isso e usar como usava no Windows, foi aí que conheci o dconf Editor, uma espécie de regedit com uma interface mais amigável.

Primeiro vou deixar registrado como resolvi meu problema de configurar a exclusão de arquivos com a tecla delete, depois vou mostrar algumas dicas que achei interessantes sobre o dconf.

1) acessar o dconf na interface gráfica clicando em "Aplicativos/Sistema/dconf Editor".

2) Na coluna da esquerda clicar no símbolo que aparece seguindo o caminho  "org/gnome/Desktop/interface" e marque a caixa referente a opção can-change-accels (não feche ainda a janela do Dconf).

3) Abra o Nautillus clique com o botão esquerdo em algum arquivo que queira deletar, vá no menu Editar quando achar a opção Mover para a lixeira mova o mouse para cima (mas não clique) e aperte a tecla delete 2x no teclado.

4) Agora volte no Dconf, desmarque a caixa can-change-accels e pode fechá-la se não quiser alterar outra configuração. (lembre-se que qualquer alteração no DCONF é por sua conta e risco, mas caso se arrependa tem um botão no próprio Dconf que restaura as opções padrão do sistema (SET TO DEFAULT).

Algumas dicas interessantes que achei em alguns blogs sobre Dconf:

1) Para exibir ícones na área de trabalho:
    Navegue no lado esquerdo da janela pelo seguinte caminho, "org/gnome/desktop/background" e marque a caixa show-desktop-icons 

2) Para selecionar quais itens do sistema serão mostrados na área de trabalho:
    Navegue pelo caminho "org/gnome/nautillus/desktop" e escolha entre as opções "Computer, Network Services e Lixeira" é só marcar as caixas desejadas.

3) Para aumentar o tempo para o sistema hibernar:
     Siga pelo caminho "org/gnome/settings-daemon/plugins/power" no campo sleep_display-ac altere para o valor que achar melhor (em segundos). por exemplo, o valor padrão é 3600 (1h tem 3600 segundos) se quiser alterar para 3h digite 10800.

4) Para alterar o comportamento da tecla Power:
    Navegue até "org/gnome/settings-daemon/plugin/power" e modifique de acordo com sua preferência. (Desligar/ hibernar)

5) Para alterar a mensagem ao passar o mouse no ícone de indicativo de carga da bateria (dica para laptops):
     Marque no caminho "com/canonical/indicator/power" as opções show-percentage e show-time para mostrar o percentual da carga da bateria e o tempo de carga, ou marque só o que preferir.

Pesquisando dá para encontrar inúmeras outras dicas interessantes sobre o Dconf Editor. Por hoje é só.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Primeiros Contatos com o Linux Debian Wheezy 7.4.0 Parte 4

Nesta dica de hoje publicarei como resolvi uma dúvida que apareceu ontem a noite. Na verdade esta dica se encaixa perfeitamente na parte 2 desses primeiros contatos com o Linux, mas como estou publicando a personalização da minha distribuição na medida em que ocorrem alterações e soluções de problemas, vou postar como sendo parte 4.

Estava tentando assistir a uns vídeos com transmissão ao vivo e para meu desespero o meu navegador não estava reproduzindo. O meu problema foi que eu instalei o Firefox mas não atualizei o flash. Foi muito fácil resolver esse problema. Segue a receita de bolo (hehehe):

1) baixei a versão 11.2 no site da adobe get.adobe.com/br/flashplayer

2) copiei o arquivo baixado da pasta /home/Victor/Downloads para a pasta /usr/lib/mozilla/plugins que  é onde o firefox armazena os plugins com o seguinte comando no terminal com o root logado:

cp /home/victor/Downloads/install_flash_player_11_linux.i386.tar.gz

3) extrai o arquivo tar na pasta de plugins com o seguinte comando:

tar zxvf install_flash_player_11_linux.i386.tar.gz


Feito isso já consegui assistir às videoaulas sem problemas, como já estava com a mão na massa querendo assistir vídeos, instalei um player de áudio e vídeo que muita gente me recomendou, trata-se do VLC. Para isso executei o seguinte comando no terminal:

aptitude install vlc

Pronto, com o comando aptitude ele instalou o vlc e todas as suas dependências.

Por enquanto não estou com problemas e tudo está funcionando perfeitamente. Abraços e até a próxima parte.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Primeiros Contatos com o Linux Debian Wheezy 7.4.0 Parte 3

      Seguindo a ordem do curso que eu estou fazendo sobre linux (qualquer dia eu digo qual é o site do curso) andei estudando sobre o editor de texto vim, disponível na maioria das distribuições GNU/LINUX. Sobre esse editor o instrutor me deu a seguinte dica para melhorar o visual do editor e melhorar a convivência e ambientalização na programação:

 

Como não veio instalado nativamente no meu Debian, tive que instalar manualmente o Vim utilizando alguns comandos como usuário root:

aptitude update

Em seguida:

 aptitude install vim-full

Após isso, tudo estava funcionando ok. O próximo passo foi editar o arquivo de configuração do vim:  

vim /etc/vim/vimrc

Procurei a linha com a seguinte palavra (syntax on) e descomentei-a, desta forma:

"syntax on

Altere-a para:


syntax on
(tirando somente a " do início da palavra)

Outra dica foi ativar a numeração de linhas, boa dica para quem gosta de programar e achar rapidamente qual foi a linha de erro para correção. Basta acrescentar em qualquer parte do arquivo de configuração do vim a seguinte linha:


set nu

Se por um acaso o arquivo de configuração já tiver a linha anterior basta descomentar da mesma forma que descomentou a linha de ativação da sintaxe anteriormente.

E, para finalizar vamos mudar o esquema de cores para melhorar a visualização do texto em janelas de terminal com fundo escuro (default).

Basta acrescentar ou descomentar a linha abaixo.

De:

"set background=dark

Para:


set background=dark




Agora que concluimos com as dicas do editor Vim basta salvar as configurações do arquivo vimrc executando o seguinte comando no modo de comando, digite:

 :wq 

para salvar e sair do arquivo.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Primeiros Contatos com o Linux Debian Wheezy 7.4.0 Parte 2

    Neste post vou postar como resolvi mais uma necessidade que tive ao começar a usar o Linux. Ao instalar o Debian optei por instalar o ambiente de trabalho Gnome que vem no primeiro dvd da distribuição. Ao iniciar o ambiente de trabalho do Linux me deparei na guia de internet que não vinha por padrão instalado o Mozilla Firefox nem o Chrome, não gostei de usar o iceweasel que vem nativo no Gnome.
    Pesquisei na internet e achei uma dica interessante que funcionou no meu caso:

1º) Tive que desinstalar o Iceweasel usando o seguinte comando como root no terminal:

apt-get remove iceweasel

2º) Verifiquei que ainda havia o diretório /opt/firefox, então removi com o comando:

rm -rf /opt/firefox

3. Tudo ok, passei agora para a instalação do Firefox propriamente dito. Descompactei o arquivo que baixei do site do Mozilla Firefox e foi criado o diretório "firefox" da seguinte forma:

tar -jxvf firefox-31.0.tar.bz2

4. Movi o diretório descompactado "firefox" para o diretório /opt:

mv firefox /opt

5. Criei  um link simbólico no diretório /usr/lib para o arquivo executável:

ln -s /opt/firefox/firefox /usr/lib/firefox

6. Feito isso, tudo pronto agora. Para testar é só digitar no terminal:
firefox

Ou criar um atalho para o firefox na barra de tarefas, basta acessar o diretório /opt/firefox/ clicar com o botão esquerdo no script firefox e arrastar até a barra de tarefas no alto da tela. Depois é só clicar e navegar no Firefox normalmente, quando tiver atualização ele atualiza automaticamente.


Abraços e até a próxima parte de minhas experiências com o Linux.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Primeiros Contatos com o Linux Debian Wheezy 7.4.0 Parte 1

     Retornando às postagens no blog venho para deixar registrado meus primeiros contatos com o Linux. A versão escolhida para minha entrada no universo linux foi o Debian.
Instalei o sistema em meu laptop e durante a instalação tive problema em instalar a minha placa wifi. apareceu uma mensagem de erro dizendo que não conseguiu achar o arquivo de firmware rt73.bin portanto tive que conectar via cabo de rede para que a instalação buscasse os pacotes necessários mais atuais que existem no repositório.

      Após instalar o sistema tentei instalar o editor de texto vim e não consegui pois ele ficava pedindo que eu inserisse o cd, resolvi editando o arquivo sources.list localizado no diretório /etc/apt/sources.list com a senha de root.

Comentei a seguinte linha inserindo o símbolo #:

# deb cdrom:[Debian GNU/Linux 7.4.0 _Wheezy_ - Official i386 DVD Binary-1 20140208-12:26]/ wheezy contrib main

Após isso salvei o arquivo e instalei o editor de texto vim com o comando aptitude install vim.

Em seguida consegui resolver o problema com o driver da minha placa wifi da seguinte forma:
1) Adicionei a seguinte linha ao arquivo sources.list já mencionado acima:
   
       deb http://http.debian.net/debian/ wheezy main contrib non-free

2) Atualizei a lista de pacotes disponíveis e instalei o pacote do firmware ralink que estava faltando com o seguinte comando:
      
       apt-get update && apt-get install firmware-ralink

Feito isso os drivers já estão atualizados bastando apenas procurar a rede conectar e digitar a chave de segurança já que eu uso a criptografia wpa2.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

A melhor dica de edição de pdf que encontrei na internet

1. Baixe a nova versão do BrOffice em www.broffice.org e instale.
2. Baixe a extensão pdfimport em http://extensions.services.openoffice.org/project/pdfimport e salve no computador.
3. Abra o BrOffice e usando o botão ou menu "Abrir", abra o arquivo da extensão.
4. Siga as instruções para instalação.
5. Abra o Draw (se quiser editar no formato original), ou o Impress (se quiser editar o pdf em formato de apresentação).
6. Abra o arquivo pdf que deseja editar.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

PASSO A PASSO PARA ORDENAÇÃO DE RESULTADOS DE CONCURSOS

Galera, achei essa dica muito interessante e não pude deixar de postar para ajudar a todos:

PASSO 1-Copiar todo o resultado do PDF. O padrão da cespe é assim:

número, Nome, nota / número2, Nome2, nota2.............

PASSO 2-Colar tudo no word.

PASSO 3-Vai na função Localizar e substituir:
Localizar: Digitar /
Substituir:Digitar ^p (isso mesmo: acento circunflexo e p minúsculo)

PASSO 4-Essa é a parte mais chata: deixar um embaixo do outro, deste jeito:
número1, Nome1, nota1
número2, Nome2, nota2
número3, Nome3, nota3

PASSO 5-Copiar tudo e colar no bloco de notas e salvar com qualquer nome.

PASSO 6-No excel, ir em Dados->Importar dados externos...->importar dados
Procurar o arquivo que vc salvou no passo 5:

PASSO 7-Selecionar Delimitado e avançar

PASSO 8-Marcar vírgula e desmarcar tabulação. embaixo já vai aparecer a previsão de como vai ficar.

PASSO 9-Avançar e concluir

PASSO 10-Depois disso é clica na coluna das notas e clicar em ordenar e verificar sua posição...

sábado, 19 de dezembro de 2009

Medo - O Ladrão de Alegria


Ele era um ladrão profissional. Seu nome inspirava medo. Ele aterrorizou durante 13 anos as diligências de Wells Fargo, rugindo como um furacão e saindo da Sierra Nevada assombrando os mais rudes homens da fronteira. Nos jornais de São Francisco a Nova Iorque seu nome se tornou sinônimo de perigo na fronteira.

Durante seu reino de terror, entre 1875 e 1883, ele roubou a bagagem e o fôlego de 29 diferentes tripulações de diligências. E fez tudo isto sem disparar um tiro sequer. Sua arma cobria seu rosto. Nenhuma vítima jamais o viu. Nenhum artista pôde fazer seu retrato. Nenhum delegado pôde seguir sua trilha. Ele nunca deu um tiro ou seqüestrou alguém. Ele não precisava fazê-lo. Sua presença era o bastante para paralisar as pessoas. Black Bart. Um bandido encapuzado, equipado com uma arma mortal.

Ele faz lembrar outro ladrão que ainda anda por aí. Você o conhece, mas também nunca viu seu rosto. Você não pode descrever sua voz ou fazer seu retrato falado. Mas quando ele está por perto, você o sente por causa das batidas do seu coração.

Se você já esteve num hospital, já sentiu o toque de sua mão áspera sobre a sua. Se você já sentiu que alguém o estava seguindo, já sentiu sua respiração no pescoço. Se você acordou tarde da noite num quarto estranho, foi seu terrível sussurro que roubou seu sono.

Você o conhece. Ele é o ladrão que fez as palmas de suas mãos suarem quando foi ser entrevistado para um emprego. E foi esse patife que segregou em seu ouvido ao deixar o cemitério: “Você pode ser o próximo!”.

Ele é o Black Bart da alma. Ele não quer o seu dinheiro. Ele não quer seus diamantes. Ele não está querendo seu carro. Ele quer algo muito mais importante. Ele quer a paz do seu espírito - sua alegria.

Seu nome? Medo.

(...)

O medo é provavelmente a causa principal do potencial perdido. Quantas pessoas, através da história, malograram na consecução de seus objetivos porque deram as costas a oportunidade: sentiram medo.

(...)

Não faltam oportunidades e desafios. Novos empreendimentos comerciais precisam ser estabelecidos. Escolas precisam ser fundadas. Livros precisam ser escritos. Leis precisam ser promulgadas. Vacinas precisam ser descobertas. A poluição precisa ser controlada. Quem sabe se você não é a pessoa indicada para atender a uma destas necessidades, ou a alguma outra dentre milhares e milhares?

A propósito, lembra-se do Black Bart? Afinal, ele não era nada a temer. Quando o capuz caiu, não havia nada a temer. Quando finalmente as autoridades prenderam o ladrão, não encontraram o bandido sanguinário do Death Valley (vale da morte); encontraram um farmacêutico bem comportado de Decatur, Illinois. O homem que os jornais apontavam como alguém que galopava pelas montanhas sempre em alta velocidade. Na realidade, tinha tanto medo de cavalos, que praticava seus assaltos viajando numa pequena carruagem. Ele era Charles E. Boles - o bandido que nunca deu um tiro, porque nem sequer carregava pistola!

Existem “falsos capuzes” no seu mundo?Desmascare-os.
Viva!
Sonhe!
Planeje!
e sobretudo realize.

...quando se vence ao medo começa a sabedoria. (Bertrand Russell)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Dicionário Brasileiro de Prazos

Dicionário Brasileiro de Prazos

Para evitar que estrangeiros fiquem pegando injustamente no nosso pé, está-se compilando o Dicionário Brasileiro de Prazos. Alias, este livro já deveria estar pronto , mas atrasou. Por isso extraímos alguns trechos que seguem abaixo:

DEPENDE: Envolve a conjunção de várias incógnitas, todas desfavoráveis. Em situações anormais, pode até significar sim, embora até hoje tal fenômeno só tenha sido registrado em testes teóricos de laboratório. O mais comum é que signifique diversos pretextos para dizer não.

JÁ JÁ: Aos incautos, pode dar a impressão de ser duas vezes mais rápido do que já. Ledo engano; é muito mais lento. Faço já significa “passou a ser minha primeira prioridade”, enquanto

“faço já já” quer dizer apenas “assim que eu terminar de ler meu jornal, prometo que vou pensar a respeito.”

LOGO: Logo é bem mais tempo do que dentro em breve e muito mais do que daqui a pouco. É tão indeterminado que pode até levar séculos. Logo chegaremos a outras galáxias, por exemplo. É preciso também tomar cuidado com a frase “Mas logo eu?”, que quer dizer “tô fora!”

MÊS QUE VEM: Parece coisa de primeiro grau, mas ainda tem estrangeiro que não entendeu. Existem só três tipos de meses: aquele em que estamos agora, os que já passaram e os que ainda estão por vir. Portanto, todos os meses, do próximo até o Apocalipse, são meses que vêm!

NO MÁXIMO: Essa é fácil: quer dizer no mínimo. Exemplo: Entrego em meia hora, no máximo. Significa que a única certeza é de que a coisa não será entregue antes de meia hora.

PODE DEIXAR: Traduz-se como nunca.

POR VOLTA: Similar a no máximo. É uma medida de tempo dilatada, em que o limite inferior é claro, mas o superior é totalmente indefinido. Por volta das 5h quer dizer a partir das 5 h.

SEM FALTA: É uma expressão que só se usa depois do terceiro atraso. Porque depois do primeiro atraso, deve-se dizer “fique tranqüilo que amanhã eu entrego.” E depois do segundo atraso, “relaxa, amanhã estará em sua mesa.” Só aí é que vem o “amanhã, sem falta”.

UM MINUTINHO: É um período de tempo incerto e não sabido, que nada tem a ver com um intervalo de 60 segundos e raramente dura menos que cinco minutos.

TÁ SAINDO: Ou seja: vai demorar. E muito. Não adianta bufar. Os dois verbos juntos indicam tempo contínuo. Não entendeu? É para continuar a esperar? Capisce! Understood? Comprendez-vous? Sacou? Mas não esquenta que já tá saindo...

VEJA BEM: É o Day after do depende. Significa “viu como pressionar não adianta?” É utilizado da seguinte maneira: “Mas você não prometeu os cálculos para hoje?” Resposta: “Veja bem...” Se dito neste tom, após a frase “não vou mais tolerar atrasos, OK?”, exprime dó e piedade por tamanha ignorância sobre nossa cultura.

ZÁS-TRÁS: Palavra em moda até uns 50 anos atrás e que significava ligeireza no cumprimento de uma tarefa, com total eficiência e sem nenhuma desculpa. Por isso mesmo, caiu em desuso e foi abolida do dicionário.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O Retorno do blog abandonado

Após 3 meses de ausência, voltei ainda sem tempo de preparar a continuação da minha estratégia financeira, mas deixo aqui só pra nã deixar o blog abandonado como se calcula o IPVA dos veículos. Este é mais um custo que temos que prestar a devida atenção para não termos gastos sem previsão.

O Imposto sobre propriedade de veículo automotor é calculado a partir do valor venal do veículo (preço médio de venda). A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) é responsável por definir o valor venal dos veículos de vários estados dentre eles o RJ.
Entre neste site para saber qual é o valor venal do seu carro.
www.fipe.org.br/web/index.asp

Feito isso, multiplique o valor venal do carro pela tabela de IPVA abaixo para saber o valor do IPVA a ser pago:

- 1% para caminhões com capacidade de carga superior a 1 ton, veículos de transporte de passageiros a taxímetro pertencentes a pessoas jurídicas e veículos que utilizam GNV;

- 2% para ônibus, microônibus, motocicletas, ciclomotores e automóveis movidos a álcool;

- 3% para utilitários;

- 4% para automóveis de passeio e caminhonetas, veículos de procedência estrangeira e todos os demais não alcançados pelos dispositivos acima;

- 5% para embarcações e aeronaves.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Parte III: Poupador X Investidor




Depois de 1 mês de férias merecidas volto a postar aqui com a continuação de minha estratégia de educação financeira, hoje trago a definição do que é ser um Poupador e um Investidor. É importante saber tal definição para que possamos visualizar onde estamos localizados na cadeia evolutiva financeira e assim almejarmos o topo da prosperidade.

Quando juntamos dinheiro, seja no cofrinho ou na caderneta de poupança somos poupadores, já que estamos acumulando capital e o retorno dessa acumulação é mínima ou igual a zero no caso de quem estoca dinheiro em casa. O medo e a falta de conhecimento sobre investimentos são as maiores causas do baixo rendimento lucrativo, ou talvez o poupador esteja acumulando dinheiro apenas para cumprir uma meta ou para suprir alguma necessidade mesmo que demore anos para alcançar tal objetivo. Quando iniciamos nosso estudo de independência financeira começamos sendo poupadores pois precisamos acumular dinheiro para aplicações futuras, e assim nos tornarmos investidores, notou a evolução?


Investidor é a pessoa ou empresa que aplica recursos financeiros visando lucros significativos e/ou benefícios futuros, porém quanto maior o retorno, maior foi o risco sofrido. O investidor precisa saber administrar o risco e não pode ser muito ganancioso para que não transforme lucro em prejuízo. Precisa sempre estar a par de novas formas de investimento e precisa ter estratégias bem definidas para retirada e reinvestimentos. O investidor não se deixa paralisar pelo medo e não toma decisões baseadas na ambição, está cada vez mais no topo da cadeia na medida em que acumula conhecimento, oportunidades e lucro nos seus investimentos.

domingo, 12 de julho de 2009

Uma estratégia para educação financeira II


Planos e metas para economizar

Na segunda parte da minha estratégia para educação financeira falarei sobre metas de economia porque meta é uma forma de nos motivar a economizar. Sem nenhuma meta a gente desanima, para de controlar os gastos e volta a gastar excessivamente, estoura o limite do cartão de crédito, cheque especial, etc.

Uma meta nada mais é que um alvo a ser atingido, um objetivo a ser alcançado. Minha estratégia consiste de 3 metas, a primeira de longo prazo, a segunda de médio prazo e a terceira de curto prazo. Minha visão de longo prazo é acima de 5 anos, médio prazo de 2 a 5 anos , e curto prazo de 1 mês a 2 anos.

Em minha primeira meta, meta de longo prazo, utilizo a regra do 70/30, onde gasto 70% do meu orçamento familiar (gasto fixo +gasto variável). Este é o teto de meus gastos mensais que acompanho com o auxílio de minha planilha mensal. Os outros 30% são destinados a investimentos. 10% são reservados para dízimo, pois precisamos retribuir a quem sempre nos ajuda nos momentos mais difíceis, os outros 20% eu divido entre as 2 próximas metas.

Na meta de médio prazo a gente precisa ter guardado pelo menos o equivalente a seis meses de salário pro caso de ficar em dificuldade, como quando o pagamento atrasa ou ficamos desempregados. Note que quando atingimos nossa segunda meta sentiremos um pouquinho de alívio porque teremos um dinheiro que suprirá nossas necessidades numa eventual crise no emprego.

Falando é muito fácil, mas para conseguir alcançar tal meta é preciso saber quanto depositar por mês para chegar lá. Para isso eu ensino as fórmulas fundamentais para alcançar a independência financeira:

Lembre-se que:

VP= valor presente

VF= valor final

VM= valor mensal

i= juros

n= total de meses

1) VP=VF/[(1+i)n -1]: Esta fórmula é usada para saber quanto temos que depositar todo mês para batermos nossa segunda meta. Após batermos nossa meta não precisaremos mais depositar nada nesta poupança a menos que saia um aumento salarial, promoção ou mudemos de emprego. Mesmo assim, nosso dinheirinho continuará rendendo.

2) VF= [VP.(1+i)n-1]/i: Use esta fórmula para saber quanto teremos daqui a um determinado período quando pararmos de depositar em nossa caderneta ou se depositarmos uma quantia única. Após concluir esta meta você pode continuar depositando até completar 1 ano (que é o ideal) ou abrir outra poupança para outros objetivos como pagamento antecipado de IR, IPVA, IPTU, ou outros impostos. Futuramente falarei sobre como aumentar o lucro de seus investimentos, pois caderneta de poupança rende apenas 0.5% a.m. + variação de TR.

3) VF= VM [(1+i)n-1]

.................i

Se você quer determinar quanto você pode depositar por mês, pode usar esta fórmula.

A terceira meta é de curto prazo. Tenha uma segunda poupança onde você depositará uma quantia mensal para satisfação de pequenos desejos como móveis novos, viagens, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, obras em casa, troca de carro, etc.

Encerro por aqui a segunda parte da minha estratégia de independência financeira. Comigo está funcionando assim, se você não concorda com algo que eu tenha dito fique à vontade para comentar, também aceito sugestões de estratégias mais eficientes.